Estudando a Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” – Parte 1.

† Pax Christi

    Vamos fazer a partir de agora um interessante estudo sistemático sobre o Rosário do Santíssimo Senhor Jesus e de Sua Mãe e Serva, a Santíssima Virgem Maria. Não iremos dar ênfase ao caráter histórico, nem mesmo sobre a apresentação do documento, mas sim, faremos uma análise do seu conteúdo e começaremos já pela rica introdução…

    Segue-se aqui a apresentação do documento.

“Carta Apostólica ROSARIUM VIRGINIS MARIAE”, do Sumo Pontífice JOÃO PAULO II, dirigida aos Bispos e Patriarcas, a todo o clero dedicado a Cristo e aos demais fiéis, inclusive laicos, sobre a cristocêntrica oração do Rosário Mariano.

Aqui começaremos a análise do importante “conjunto literário” (excelente, diga-se de passagem) da “Rosário Virginis Mariae” :

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Analisando a introdução – Parte 1 – A:

O Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milénio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a « fazer-se ao largo » (duc in altum!) para reafirmar, melhor « gritar » Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como « caminho, verdade e vida » (Jo 14, 6), como « o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização »

Análise:

1 – A oração do Sagrado Rosário foi gradativamente formada, segundo os valores do cristianismo e de acordo com a sigilosa inspiração de Deus, Espírito e Santificador. Assim foi “construído” o Sacro Rosário cristológico ao longo dos tempos.

2 – É oração simples e profunda.

3 – É oração enriquecida de grandes significados bíblicos ou seja, teológicos.

4 – É destinada ao principal: à união com Deus, à santificação… É oração que enche e preenche o orante com a maravilhosa graça de Deus…

5 – É oração que santifica e se levada até o fim da vida, na fidelidade da obediência aos mandamentos, é oração que salva.

6 – É oração do passado: está relacionada à origem da Igreja, que é o próprio Cristo… É oração do presente: o Espírito Santo nos chama à oração incensante… É oração do futuro: mantém a unidade da Igreja ao longos dos tempos.

7 – É oração CRISTOCÊNTRICA: JESUS é o tempo todo anunciado no ROSÁRIO DA VIRGEM MARIA… MÃE E FILHO, FILHO E MÃE são apresentados ao mundo nesta profética “rede de mistérios de Deus”, que o Rosário “em si mesmo” é.

8 – Cristo é a referência maior da humanidade, é a sua finalidade, é o SEU VERDADEIRO E PLENO FIM… Isto ensina o Sagrado Rosário de Cristo e de Maria.

Analisando a introdução – Parte 1 – B:

O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.

Análise:

1 – Exatamente por ser oração mariana, é que o Rosário é oração cristológica, visto que a importância da Virgem Maria deriva do fato de ter sido obediente a Deus pelo mistério da Fé e também por ter agraciadamente se tornado Mãe do Senhor Jesus. A importância de Maria decorre da obediência a Deus e da maternidade em relação ao Seu Filho Jesus Cristo. Maria é importante porque Cristo é importante.

2 – O Rosário é uma “rede” de orações onde os mistérios evangélicos, ou seja, do Evangelho de Cristo, são destacados… O Rosário é a “concentração” dos mistérios mais importantes da Vida de Cristo e daqueles com que Ele se relacionam, do Seu Eterno Pai, Nosso Deus, do Espírito Santo que tudo pode criar, santificar e salvar… O Rosário é uma rede de mistérios onde Cristo, a Virgem Maria e a Igreja se unem invisivelmente: graça e santidade estão no Rosário de Cristo e de Maria.

3 –  O Rosário é uma oração que nos recorda sobre A ALMA de CRISTO, A SAGRADA FACE de CRISTO, O SANGUE de CRISTO, O CORPO de CRISTO: é oração dos tempos, de todos os tempos, do começo, da origem da criação, do tempo presente e do fim dos tempos… É a oração dedicada à glória do DEUS ÚNICO QUE SE TORNOU HOMEM E QUE AGORA TEM MÃE: é oração que honra e adora Cristo, o Senhor.

4 – O Rosário é oração de “união” entre: JESUS CRISTO (o HOMEM), a VIRGEM MARIA (a MULHER) e cada fiel, que põe a sua esperança no nome de DEUS.

Daremos então sequência analítica ao documento da Igreja nos próximos “posts”.

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A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados

† Pax Christi!

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A Virgem Santíssima veio explicar à Lúcia (uma dos três  videntes das aparições de Fátima), no dia 10 de Dezembro  de 1925, em Pontevedra – Espanha, onde a vidente era jovem postulante, das Irmãs Dorotéias, o significado da  Devoção dos Cinco Primeiros Sábados. Em Dezembro de  1927, irmã Lúcia, por  ordem de seu confessor, escreveu  um relatório dessa aparição, mas por humildade, fê-lo na  terceira pessoa do singular.

Dia 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a  Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem  luminosa, um Menino. A Mãe do Senhor pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. E  disse o Menino:

“Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”.

 Em seguida, disse a Mãe de Jesus: “Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.”

 

Origens da Devoção.

 

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  A Virgem Maria, quando pediu à irmã Lúcia, em 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, a prática da devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, não estava inovando: este pedido celeste aparece como o apogeu de um movimento de piedade nascido muito tempo antes e encorajado pela Santa Sé desde 1889. O Sábado, é um dia consagrado especialmente à Santíssima Virgem.

     Esta tradição  imemorável data, com toda certeza, dos primeiros séculos da Igreja: a presença da Santíssima Missa em honra à Nossa Senhora nos Sábados, no missal romano de São Pio V, de 1570, mostra a antiguidade desta prática que consiste em honrar especialmente a Santa Mãe de Deus nesse dia da semana.

 

O primeiro sábado do mês.

 

     Foi com o grande papa São Pio X que a devoção dos primeiros sábados do mês foi aprovada e encorajada por Roma. Em 10 de Julho de 1905, ele indulgenciou pela primeira vez esta devoção:

“Todos os fiéis que, no primeiro sábado ou primeiro domingo de doze meses consecutivos, consagrarem algum tempo com a oração vocal ou mental em honra da Virgem Imaculada em sua Conceição ganham, cada um desses dias, uma indulgência plenária. – Condições: confissão, comunhão e oração nas intenções do soberano pontífice”.

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A devoção reparadora dos primeiros sábados do mês.

Em 13 de Junho de 1912, São Pio X concedia novas indulgências à devoção dos primeiros sábados do mês, insistindo muito na intenção reparadora com a qual esta devoção devia ser realizada: “A fim de promover a devoção dos fiéis para a gloriosa e imaculada Mãe de Deus, e para favorecer o piedoso desejo de reparação dos fiéis (et ad fovendum pium reparationis desiderium) diante das blasfêmias execráveis proferidas contra o seu augusto nome e as celestes prerrogativas desta mesma bem-aventurada Virgem, Pio X, papa pela divina Providência, dignou-se conceder uma indulgência plenária, aplicável às almas dos defuntos, no primeiro sábado de cada mês, por todos aqueles que, nesse dia, se confessarem, comungarem, cumprirem exercícios particulares de devoção em honra da bem-aventurada Virgem Maria, em espírito de reparação como indicado acima (in spiritu reparationis, ut supra) e rezarem nas intenções do soberano pontífice.”

      Notemos a providencial coincidência das datas: 13 de Junho de 1912, são cinco anos, dia por dia antes da segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, durante a qual os três pastorinhos testemunharam a primeira grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, vendo-o “cercado de espinhos que pareciam enterrados nele”.

       A carta da irmã Lúcia ao bispo titular de Gurza, de 27 de Maio de 1943, esclarece muito bem sobre o poder e eficácia sobrenatural da devoção aos Santíssimos Corações de Jesus e Maria: “Os Santíssimos corações de Jesus e Maria amam e desejam este culto [para com o Coração de Maria] porque dele se servem para atrair todas as almas a eles e isto é tudo o que desejam: salvar as almas, muitas almas, todas as almas”. Nosso Senhor me dizia, há alguns dias: “Desejo ardentemente a propagação do culto e da devoção ao Coração de Maria porque este Coração é o ímã que atrai as almas para mim, a fornalha que irradia na terra os raios de minha luz e de meu amor, fonte inesgotável de onde brota na terra a água viva de minha misericórdia”.

 

Como participar desta Devoção?

 

Uma alma cristã que deseje realizar perfeitamente a devoção reparadora dos primeiros sábados do mês deve fazer, durante cinco primeiros sábados consecutivos, na intenção geral de reparar seus próprios pecados e os de toda a humanidade, junto ao Coração Imaculado de Maria, quatro atos diferentes de piedade:

1 –  A confissão, que pode ser antecipada, até mesmo mais de oito dias, se for impossível ou muito difícil se confessar no primeiro sábado. O mais importante é ter a intenção, se confessando, de reparar o Coração Imaculado de Maria. (É preciso também, naturalmente,  estar em estado de graça no primeiro sábado do mês a fim de fazer uma boa e frutífera comunhão.) A intenção reparadora deve ser dita ao confessor? Irmã Lúcia nunca mencionou se é preciso dizer alguma coisa ao padre. Uma formulação interior, puramente mental, é suficiente. Nosso Senhor até mesmo acrescentou que aqueles que esquecessem de formular a intenção reparadora “poderão formulá-la na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem para se confessar.”

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2 – Recitação do terço.

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3 – Os 15 minutos de meditação sobre os 15 mistérios do rosário: trata-se de “fazer companhia a Nossa Senhora durante 15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do rosário, em espírito de reparação”. Isto não quer dizer que se deva meditar todo primeiro sábado sobre os 15 mistérios em sua totalidade, passando um minuto em cada mistério. Ao contrário, cada alma está livre para organizar seu quarto de hora de meditação como entender, desde que o objeto da meditação seja os mistérios do rosário. Algumas almas preferirão meditar o mesmo mistério durante vários primeiros sábados, outras um mistério diferente cada primeiro sábado, outras ainda três mistérios cada primeiro sábado (cinco minutos por mistério), etc. 

4 – A comunhão, que é o ato essencial da ação reparadora. Compreende-se bem a sua importância ao recordar as palavras que o Anjo de Portugal ensinou aos três pastorinhos quando em Outono de 1916 lhes deu a comunhão:

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Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

      Um último ponto importante: a realização da devoção reparadora em seu conjunto “será aceita no domingo que segue o primeiro sábado, quando meus sacerdotes, por motivos justos, o permitirem às almas.” É pois, aos sacerdotes, e não à consciência individual de cada um, que Jesus confia o cuidado de conceder esta facilidade suplementar, tão misericordiosa.

 

Disposições requeridas.

 

É muito simples a devoção reparadora dos primeiros sábados do mês. Está ao alcance de toda alma que põe um mínimo de generosidade na base de sua vida cristã, ainda mais que o Céu deu uma grande amplidão para a confissão e a comunhão. Infelizmente, muitas vezes, a ignorância, a moleza espiritual e a negligência se conjugam para afastar as almas, mesmo as mais fiéis, desta prática que, no entanto, é tão salutar, já que Nossa Senhora a ligou à perseverança final e à salvação eterna: “Prometo assisti-las na hora da morte com todas as graças necessárias à sua salvação.”

Porquê Cinco Sábados?

000 - Catholic Inside Brazil (photos) - 5 - (720 x 480)Ícones de Francisco (esquerda), Lúcia (ao centro) e Jacinta (direita).
000 - Catholic Inside Brazil (photos) - 7 - (720 x 480)Jacinta (à esquerda), Lúcia (ao Centro) e Francisco (direita): crianças que viram as aparições da Virgem Mãe de Cristo em Fátima (Portugal).

Lúcia perguntou a Nosso Senhor durante uma Hora Santa, em 29 de Maio de 1930, em Tuy, e lhe foi respondido:

Minha filha, o motivo é simples. Há cinco espécies de ofensas e de blasfêmias proferidas contra o Coração Imaculado de Maria:

1 – as blasfêmias contra a imaculada conceição da Virgem Maria;

2 – as blasfêmias contra a sua virgindade;

3 – as blasfêmias contra a sua maternidade divina, recusando ao mesmo tempo reconhecê-la como mãe dos homens;

4 – as blasfêmias daqueles que procuram publicamente por no coração das crianças a indiferença ou o desprezo, ou mesmo o ódio em relação a esta Mãe imaculada;

5 – as ofensas dos que a ultrajem diretamente nas suas santas imagens.

Ai está, minha filha, o motivo pelo qual o Coração Imaculado de Maria me ‘inspirou’ para pedir esta pequena reparação”.

A 19 de Março de 1939, a Irmã Lúcia escrevia: 

 “Da realidade desta devoção, unida à consagração ao Coração Imaculado de Maria, depende a guerra ou a paz do Mundo. Por isso eu desejava tanto a sua propagação, e, sobretudo, por ser essa a vontade do nosso bom Deus e da nossa tão querida Mãe do Céu…”

Tomemos a peito reparar a honra da Santa Mãe de Jesus Cristo, tão ultrajada pela ingratidão dos homens e para isso utilizemos a devoção que ela mesmo veio nos indicar, pedindo-lhe com insistência e perseverança as boas disposições de alma para a bem realizarmos. Após terminar os cinco sábados, pode prosseguir-se com a devoção simplesmente para consolar o Imaculado Coração de Maria. Um amor terno para com a nossa Rainha Celestial conduzir-nos-à a fazer tudo o que nos for possível para reparar os pecados que amarguram o seu Imaculado Coração.

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Japonesas cantam Salve Regina!

† Pax Christi!

Canto realizado por religiosas no Japão (Hino Sacro “Salve Regina” dedicado à Mãe de Jesus).

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Que DEUS, Nosso Senhor, abençoe a todos.

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A Paixão de Cristo (2004) – (Português do Brasil – Completo).

† Pax Christi.

Considerado o mais fiel documentário histórico das últimas doze horas da Vida do Senhor Jesus, a “Paixão de Cristo” é uma sinopse de fundamentação profundamente hagiográfica, isto é, tem o seu mais relevante resguardo teológico-antropológico na autoridade positiva das Sagradas Escrituras, que por sua vez indicam na Igreja Católica o mais importante atestado literário inspiracional de todos os tempos. Jamais uma produção alcançou tamanha relevância no meio cinemátográfico, quer pela sobriedade e caracterização dos fatos subjetivos que o filme apresenta, quer pela profundidade com qual o intenso martírio do Senhor é interpretado. Exímio destaque recebe o ator estaduniense Jim Caviezel (nome artístico, seu verdadeiro nome é “James Patrick Caviezel, Jr.”). Filho de atriz, tem um irmão mais novo e três irmãs. É descendente de suíços por parte paterna e de irlandeses por parte materna. Caviezel professa com segurança o cristianismo, sendo um dos católicos mais famosos no mundo cinematográfico atualmente. A direção do filme “A paixão de Cristo” foi realizada pelo australiano “Mel Gibson” (outro católico famoso nos cinemas). Gibson estudou na “Congregation of Christian Brothers” e também na “St. Leo’s Catholic College” em “Wahroonga” (New South Wales) no país da Austrália. O roteiro tem a assinatura de Benedict Fitzgerald e também de Gibson.

A interpretação da Virgem Maria é vivida por “Maia Morgenstern”. Interessante é que seu sobrenome (Morgenstern) coincide exatamente com um dos títulos que a Igreja conferiu à Mãe do Senhor. Seu significado é “Estrela da Manhã”: sobrenome e título mariano se encaixam perfeitamente, caracterizando ainda mais a atriz com a personagem por ela interpretada – a d’Aquela que mais como ninguém dentre nós esteve próxima à Pessoa de Jesus Cristo, Sua própria Mãe Santíssima. Maia Morgenstern nasceu na Romênia.

O filme “a Paixão de Cristo” tem como título hebraico הפסיון של ישו sendo lançado no mundo inteiro com o nome em inglês de: “The Passion of the Christ”. O mesmo foi enriquecido com vocabulários em aramaico, uma das línguas (na verdade um dialeto) da Sagrada Escritura.

Há vários fatos interessantes que acompanham as gravações das cenas. Diz-se que certa vez um relâmpago caiu próximo ao próprio Caviezel, o que causou certa consternação e atrapalhou o andamento da produção. Também há relatos de conversões durante o processo de criação do documentário: renúncias a atitudes pecaminosas bem como um retorno para a vivência de fé e espiritualidade por parte de diversos integrantes.

A Paixão de Cristo encontra uma profunda identificação nos Evangelhos, como o caso dos dois malfeitores que estão ao lado do Senhor Jesus Cristo durante a crucificação e são citados justamente pelos quatro evangelistas na Sagrada Escritura: Mt 27,44; Mc 15,27,32; Lc 23,33; Jo 19,18. Segundo a narração lucana, percebe-se o diálogo onde Jesus promete o paraíso, ao pecador arrependido, Lc 23,39-43.

A espiritualidade e mística profundamente cristãs também são vislumbradas nos escritos de Anna Catarina Emmerich (beatificada em 3 de outubro de 2004 por João Paulo II) e influenciaram a produção do “The Passion of the Christ”.

O filme foi entregue a peritos de Sagrada Teologia e comissão de peritos em cinema no Estado do Vaticano. Segundo tais especialistas, a subjetividade das informações é profunda e fiel à objetividade da Divina Revelação. O mesmo também se mantém com qualidade técnica de acordo com as proposições de nossa época.

Sem dúvida é a produção de maior destaque, desde que temas bíblicos foram abordados em via de comunicação cinematográfica.

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